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    B. E. VIDOS

    MANUAL DE LINGÜÍSTICA ROMÂNICA Vol. I

    História e Metodologia 2ª edição corrigida e atualizada

    Tradução de JoséPereira da Silva

    Edição do Tratudor 2001

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    FICHA CATALOGRÁFICA

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    SUMÁRIO

    Apresentação [da primeira edição] – Evanildo Bechara ..............................

    Sobre o autor – Maximim P. A. M Kerkhof ................................................

    Prefácio ........................................................................................................

     Nota do tradutor ...........................................................................................

    PRIMEIRA PARTE ....................................................................................

    Primeiro Capítulo Considerações Metodológicas .....................................................................

    Segundo Capítulo O Nascimento da Lingüística Românica .....................................................

    Terceiro Capitulo A Lingüística Românica como Ciência Histórica .......................................

    O método histórico- comparativo ................................................................

    Quarto Capítulo A Lingüística Românica no Século XX ......................................................

    I. Geografia Lingüística ..............................................................................

    1. Wörter und Sachen e Onomasiologia ......................................................

    2. Geologia lingüística e estratigrafia lingüística ........................................ 3. Neolingüística ou lingüística espacial .....................................................

    4. A importância da geografia lingüística ....................................................

    II. O método idealista ..................................................................................

    III. Língua e linguagem ...............................................................................

    Lingüística sincrônica e diacrônica .............................................................

    IV. Lingüística estrutural, fonologia, estruturalismo ...................................

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    Quinto Capítulo Revisão e Previsões .....................................................................................

    Referências Bibliográficas.........................................................................

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    APRESENTAÇÃO DA PRIMEIRA EDIÇÃO

    Depois de um período de “quarentena” em círculos universitários  brasileiros começam a reconquistar seu lugar de direito os estudos históricos, e, no caso em tela, a Filologia e a Lingüística Românicas. Este movimento – que nunca cessou nos países onde também se faziam, e bem, os estudos sin-

    crônicos – começou lá fora e, felizmente, vem atraindo uma nova geração de  professores universitários brasileiros, movimento que traz consigo a volta dos estudos de grego e latim, tanto no domínio da literatura – que, verdade seja dita, nunca cessou de todo –, quanto ao domínio da língua. 

    Esta compreensão melhor de que, como disse Eugenio Coseriu, a descrição “è, infantti contenuta nella storia, anzi, è già storia se storia parzia- le e provisoria, che vuole essere confermatadalla storia vera e própria”1, vem chamando a atenção da importância da Lingüística Românica no quadro dos cursos de Letras, particularmente das línguas que continuam o latim. 

    Daí a oportunidade desta tradução para o português do Manual de B. E. Vidos, levada a bom termo pelo Prof. José Pereira da Silva e agasalhada  pela EDUERJ, sob a direção do Prof. Ivo Barbieri e a coordenação de publi- cações do Prof. Renato Casimiro.

    Aqui, como noutras ocasiões, pode-se repetir que habent sua fata li- belli, e isto se refere ao fato de que só aparentemente chega atrasada a tradu- ção para o português deste clássico da bibliografia romanística. A verdade é que, tão logo saía a tradução italiana, em 1959, se apressou, já em 1960, o inesquecível romanista brasileiro Serafim da Silva Neto em providenciar

    uma tradução pela operosa livraria Acadêmica, devida à competência dosaudoso latinista Miguel Daddario. Vidos, no prefácio da edição alemã, alu- de ao fato, e estranha que, estando pronto o manuscrito, que colocaria o Bra- sil como o segundo tradutor do  Manual, depois da versão italiana de 1959 e antes da espanhola de 1963.

    O que ocorreu foi que perdíamos Serafim da Silva Neto em setembro de 1960, a quem Vidos se referia, no citado prefácio da tradução alemã de

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    1968, com “der einzigartige Förderer der portugie linguistischen Studien”, desaparecendo, assim, o grande incentivador da empresa. Em seguida, veja a tradução espanhola devida ao talento e competência do romanista catalão

    Francisco de B. Moll, a quem já os estudos lingüísticos deviam versões de livros clássicos, com a Introduction to Vulgar Latin do romanista americano C. H. Grandgent (Boston, 1907).

    O aparecimento da versão espanhola inviabilizou a empresa editorial da Acadêmica, uma vez que o texto espanhol poderia ser consumido por uma geração de alunos universitários brasileiros que praticamente liam nas  principais línguas de cultura, preparados que estavam por bons cursos do en- tão colegial. A versão brasileira não poderia competir com a poderosa edito- ra Aguilar, de Madri. Estes dois fatos foram poderosos para que o sonho de

    Serafim e o labor do Daddario não tivessem feliz concretização à época. O advento do Estruturalismo entre nós, especialmente da descrição

    de línguas, banindo os estudos históricos, impediu a publicação do original ou tradução de manuais de Lingüística Românica, com exceção da excelente Preparação à Lingüística Românica , de mestre Sílvio Elia, saída em 1974.

    O avanço recente dos estudos históricos entusiasmou o Prof. Rodol- fo Ilari a lançar pela Ática sua Lingüística Românica.

    Assim, a presente tradução chega às mãos dos alunos e jovens pro- fessores universitários numa hora muito propícia e oportuna.

    Há quem irá lamentar que o livro, ao contrário das versões espanho- las e alemã, não vem com atualização da bibliografia. Ocorre que numa ten- tativa neste sentido ficaria sempre a meio caminho, já que a pobreza de nos- sas bibliotecas não poria ao alcance do nosso tradutor os elementos que ne- cessitaria. Para suprir esta lacuna, pode o interessado consultar o gigantesco  Lexikon Romanistischen Linguistik , editado sob a direção de Günter Holtus, Michael Metzeltin e Christian Schmit, (Max Niemeyer Verlay, tübingen), com seis volumes já publicados – e ainda não todo completo –, dos quais o tomo VI, 2 é dedicado exclusivamente ao galego e ao português.

    Outro ponto é que o  Manual de Vidos é, na versão espanhola de 1963, pela qual se guiou o tradutor brasileiro, um livro carente de atualiza- ção. A crítica é só em parte verdadeira. O leitor do  Manual encontrará num ou noutro ponto, em estudo mais recente, explicação diferente da que a mi- nistra Vidos; todavia, embora também aí o saldo a favor do Manual seja bas- tante elevado, o maior mérito do romanista de Nimega é a análise e discus- são dos problemas metodológicos, fator que oferece ao aluno estudioso uma  boa dose de argumentos para posteriores reflexões pessoais.

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    Realmente, a tônica de Vidos está encerrada na afirmação de Gun- dolf: Methode ist Erlebnis, isto é, o método é experiência vivida; e o Manual  é um bom exemplo disso, na medida em que, como disse Moll, no prefácio à

    sua tradução,

    Es el resumen de un gran cúmulo de observaciones, redactado a base de experiences vivas y de la lectura vigilante y severa- mente crítica de una multitud de obras fundamentales para todo romanista. De ellas ha sacado el autor las quintaesencias, que oferece en este manual a la rumia pasada de profesores y alum- nos de las Faculdades de Románicas (p. VII)

    Por fim, esta tradução não seria possível sem o apoio da viúva do Professor Vidos e, especialmente, do seu discípulo mais dileto, meu amigo

    Professor Maxim P. A. M. Kerkhof, a quem devo a nímia gentileza de me  permitir traduzir para este livro o necrológio em honra ao seu mestre, publi- cada na Revista de Filología Española, tomo LX VII, 1987, cadernos 1º e 2º,  p. 127-129.

    Tenho certeza de que está fadada a este clássico de Vidos uma vida longa e frutuosa nos estudos romanísticos do Brasil.

    Evanildo Bechara

    (UERJ e ABF)

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    SOBRE O AUTOR BENEDEK ELEMÉR VIDOS (1901-1987)

    Maxim. P. A. M. Kerkhof Universidade Católica de Nimega (Ho-

    landa)

     Nasceu Benedek Elemér Vidos em Budapeste, aos 7 de fevereiro de 1902.

    Terminados seus